sexta-feira, 19 de março de 2010

Coluna do Santos FC

Por: Gerson Pepe

Meninos da Vila dão show em Belém e evitam jogo de volta

Neymar marcou duas vezes e deu dois passes para André marcar outros dois

Sem forçar a barra e em noite inspirada de PH Ganso e especialmente Neymar, o Santos goleou o Clube do Remo por 4 a 0 no Pará e com isso eliminou o jogo de volta na segunda fase da Copa do Brasil. Classificado para as oitavas de final, o clube comemora folga de uma semana no mês de março e espera o vencedor de Fortaleza e Guarani.
Empurrado pela torcida, o Remo partiu para cima do Santos no começo do jogo. Aos sete, Héliton desceu pela esquerda e cruzou na pequena área. Felipe saiu bem do gol. Três minutos depois, de novo Héliton avançou e para desarmar o adversário Pará chutou pra fora, perto do gol, assustando o goleiro Felipe. Antes disso, Marquinhos e Durval já haviam recebido cartões amarelos, enquanto Fabrício Carvalho fazia falta duríssima em PH Ganso, e passou incólume pela arbitragem.
O time de Dorival Júnior demorava a se encontrar e ainda não o tinha feito quando abriu o placar. Arouca dominou no meio de campo e se lançou ao campo de ataque tocando para PH Ganso. O craque escapou da falta e tocou para Marquinhos que com um toque magistral encontrou Neymar livre dentro da área. O menino não desperdiçou e marcou: 1 a 0 Santos!
O Santos que até então parecia estranho em campo, se soltava. Ganso bateu bem uma falta na entrada da área e o goleiro pegou. Dois minutos depois, com 25, Wesley foi ao fundo dentro da área e bateu forte para outra defesa de Adriano. Aos 28 foi a vez de Marquinhos bater forte da entrada da para outra defesa do goleiro adversário.
Depois de um período em que o Remo parecia assustado e que o Santos poderia construir um bom placar, os donos da casa voltaram a ter mais a posse de bola, mas sem conseguir assustar o goleiro Felipe com boas oportunidades de gol.

Quem assustava era Neymar e sua incrível capacidade de deixar os zagueiros para trás. O menino recebeu lindo passe de PH Ganso na ponta-direita e arrancou em alta velocidade para o meio. Invadiu a área com o zagueiro no encalço e de frente para o goleiro, o fintou como se nem existisse. A zaga se recompôs na frente do gol, e obrigou Neymar a fazer o passe para André que só empurrou para o gol: Santos 2 a 0, com 42 minutos do primeiro tempo.

Antes do fim do primeiro tempo Marquinhos tabelou com André. O garoto fez jogada de pivô e devolveu de calcanhar. O meio-campista bateu de esquerda, já dentro da área. O goleiro resvalou na bola, jogando para escanteio, que o juiz, porém, não deixou bater.

Logo no começo do segundo tempo, Neymar recebeu em profundidade na ponta esquerda e bateu, sem ângulo, na trave. Aos três minutos Neymar dominou na entrada da área e Marquinhos puxou a marcação para o lado esquerdo. O camisa sete esperou a defesa abrir e achou André, livre, dentro da área, de frente para o goleiro. O garoto bateu caindo, de esquerda, para ampliar: 3 a 0!

Aos dez minutos o time paraense teve nos pés do atacante Marciano a chance de diminuir o placar. O camisa nove bateu pênalti duvidoso de Edu Dracena sobre o veterano Gian, mas a bola bateu forte no travessão e até gerou contra ataque para o Santos, mas que não deu em nada.

Com a partida extremamente morna, aos 22 minutos Dorival Júnior promoveu a estreia do volante Rodriguinho no lugar do meio-campista Marquinhos. O Santos, assim, tinha três volantes, sendo que dois deles - Arouca e Rodriguinho - manteriam a velocidade ao time, dando liberdade para PH Ganso. Seis minutos depois, o Santos perdia a referência, com André saindo para a entrada de Madson.
Com muita velocidade, Madson tentava criar alguma coisa diante de um Remo completamente entregue. E o Santos também não fazia muito e PH Ganso saiu para a entrada de Maikon Leite, aos 33 minutos do segundo tempo. O xodó santista entrou e foi pra cima, para sofrer pênalti! Neymar pegou a bola, partiu, parou e bateu para fechar o placar: 4 a 0 para o Santos!
Com o resultado, o Santos ganha uma semana para trabalhar entre as partidas contra Monte Azul e São Caetano pelo Campeonato Paulista.


segunda-feira, 15 de março de 2010

Coluna do Santos F.C.

Por: Gerson Pepe

Deu zebra na Vila: Santos 3x4 Palmeiras
Time santista lutou bastante, mas Robert e Felipe em momentos diferentes, decidiram o clássico

Santos e Palmeiras fizeram jogo espetacular, digno das tradições das duas equipes e do futebol proposto pelos treinadores na Vila Belmiro. A partida válida pela 14ª rodada do Campeonato Paulista, vencida por 4 a 3 pelos visitantes, marcou a segunda derrota santista na competição.

O clássico contra o Palmeiras começou bastante movimentado e nervoso, já que os meninos da Vila eram parados na base das faltas. Pierre poderia ter recebido cartão amarelo logo no começo, mas coube a Edinho tomar o primeiro cartão. Apesar disso, o jogo tinha poucas oportunidades de gol. Até que aos dez minutos Pará desceu pela esquerda e dentro da área cortou para dentro. Consciente, o lateral santista bateu no ângulo para marcar um golaço! Santos 1 a 0.

Apesar da vantagem santista, o jogo não era tranquilo, pois o Palmeiras conseguia ter boa posse de bola, mas apesar da vulnerabilidade da defesa santista com o esquema ofensivo de Dorival, não conseguia assustar. O Santos voltou à carga aos 15 minutos, em cobrança de falta que Marcos rebateu para o meio da área, mas nenhum santista conseguiu aproveitar.

Mas as principais ações ofensivas ainda eram do Santos. Mas a Vila Belmiro via os meninos errarem passes bobos, em lances agudos que poderiam deixar os atacantes na cara do gol. Robinho errou uma vez, PH Ganso outra. Lances que evitaram maior possibilidade de o time ampliar o marcador.

Depois de um período em que o jogo se concentrou no meio de campo, com o Palmeiras fechando bem os ataques santistas, sem porém, tentar avançar, Robinho puxou contra ataque e tocou para PH Ganso. O craque encontrou Neymar livre dentro da área, na frente de Marcos. O menino, como sempre, não pipocou contra os rivais alviverdes e mandou para o fundo do gol: 2 a 0 Santos, aos 30 minutos de jogo.

Com a ótima vantagem no placar e melhor futebol apresentado, a goleada parecia desenhada na Vila. Os times devem ter sentido o mesmo, pois o Palmeiras se assustou e o Santos se assanhou. Neymar perdeu duas chances aos 37 minutos. A primeira incrível, livre, dentro da área. A segunda de fora da área.

Mas clássico é sempre clássico e neste tipo de jogo não se pode bobear. Aos 41 minutos Diego Souza cavou falta na ponta direita. Cleiton Xavier cobrou o mini-escanteio e o atacante Robert se antecipou ao goleiro Felipe para diminuir. O pior estava por vir, porém. No minuto seguinte Armero recebeu de Diego Souza e cruzou para a área. Robert, de novo, aproveito e de esquerda empatou a partida: 2 a 2! Num vacilo do sistema defensivo santista.

O apito final do primeiro tempo foi acompanhado de um alívio palmeirense, que além de buscar o empate após estar perdendo por dois gols de diferença, ainda viu no último lance, o zagueiro Durval cabecear pra fora após cobrança de escanteio.

O Santos descia para o vestiário consciente de que algo havia falhado. O Palmeiras, motivado. Promessa de um segundo tempo ainda melhor! Para tanto, Antônio Carlos tirou Eduardo para a entrada de Márcio Araújo.

Na volta do gramado o Santos parecia assustado e precisava entrar no jogo. Isso aconteceu a partir dos três minutos, quando PH Ganso arrancou pelo meio, deixou Edinho para trás e bateu bem para ótima defesa de Marcos. Na sequência, Wesley vacilou à frente de Ewerthon que apareceu na cara de Felipe e por sorte, bateu pra fora, do lado esquerdo do gol santista. O Palmeiras era perigoso e aos sete Diego Souza também bateu pra fora.

O Santos também tentava, mas seguia errando passes pontuais e incomuns para essa equipe. André ainda perdeu chance em cabeçada aos oito minutos. Pouco depois, aos 11, o time palmeirense teve falta para ser cobrada e levantou a bola na área. Depois de grande confusão, Diego Souza, de peixinho, marcou: 3 a 2 para o Palmeiras com direito a dança do vira pelos palmeirenses, na frente da torcida santista.

Algo estava errado no Santos e Dorival Júnior chamou Zé Eduardo, que entrou na vaga de André aos 16 minutos. Pouco depois saiu Marquinhos para a entrada de Maranhão, com Wesley voltando para o meio. No Palmeiras, Lincoln entrou na vaga de Ewerthon. Mas o time santista, à essa altura, estava atordoado!

Com isso, o Palmeiras era quem chegava mais perto de marcar o quarto, do que o Santos de empatar. Robert, aos 22 minutos, ficou com o rebote de uma bola levantada na área, teve liberdade, bateu e foi travado pelo salvador Edu Dracena. O Santos respondeu três minutos depois com Neymar na ponta esquerda, cruzando para Zé Eduardo que bateu, a bola resvalou na zaga e quase Marcos. Robinho, depois, chutou fraco e Marcos pegou.

E o Santos crescia no jogo, e empurrado pela torcida. Para aumentar a pressão, Madson entrou na vaga de Wesley. E a pressão santista acontecia mesmo, mas apenas preocupado com a defesa, o Palmeiras marcava bem. Maranhão, ao 32 minutos bateu de fora da área, pra fora, levando perigo. Mas o Palmeiras respondeu, com Robert ganhando outra bola de cabeça, mas errando o alvo.

E este Santos mostrou que é mesmo diferente do que estamos acostumados ultimamente. Maranhão subiu pela direita e deixou a bola com Robinho que tocou para PH Ganso. De novo brilhou a estrela do craque que deixou Madson na cara do gol. O baixinho aproveitou bem o lance e bateu para empatar, aos 35 minutos: 3 a 3, com direito a Madson imitando o porco!

Dois minutos depois, acostumado a apanhar, Neymar bateu! O atacante santista, irritado com a marcação de Pierre, deu um carrinho no volante palmeirense e sem ter cartão amarelo, recebeu o vermelho! Com um a mais, Zago lançou mão do meia Ivo no lugar do volante Edinho.

Mas o Santos deu bobeira... Durval e Arouca erraram na saída de bola e o atacante Robert ficou com ela na entrada da área. Adiantado, Felipe foi surpreendido e viu a bola lhe encobrir: 4 a 3 para o Palmeiras, aos 41 minutos. Na saída de bola, Robinho e Madson avançaram em disparada e Léo derrubou o baixinho e foi expulso. Na cobrança Marcos defendeu.

E este Santos não se entrega! O time lutava muito em busca do novo empate e da eliminação do rival, mas não conseguiu. Aos 48 minutos Arouca teve a chance e bateu forte, da entrada da área para a defesa travar bem. Era o que faltava para o juíz apitar o fim do jogo.

Coluna do Santos F.C.

Por : Gerson Pepe

Santos aplica goleada de 10x0, na Copa do Brasil!
Em casa, com seriedade e espetáculo, Santos humilha o Naviraiense com placar histórico
No final do primeiro tempo, Peixe já vencia por 6 a 0 e ampliou no segundo

Completamente superior, Santos arrasa o Naviraiense na Vila Belmiro com uma goleada histórica: 10 a 0! André marcou três vezes; Madson e Neymar, duas; PH Ganso, Marquinhos e Robinho marcaram um gol cada. Após o espetáculo, o próximo adversário na competição é o Remo. Antes porém, tem o clássico contra o Palmeiras.

Ao contrário do que se cogitou após o treino da última terça-feira, o técnico Dorival Júnior manteve a escalação extremamente ofensiva e clássica. Linda! Um volante apenas, Arouca, vestindo a camisa 5. Dois meias: Marquinhos com a 8 e PH Ganso com a 10. Dois pontas: Robinho com a 7 e Neymar com a 11. E um centroavante: André com a 9. Para aumentar o número de homens no setor ofensivo, Maranhão, que sobe bastante, voltava à lateral-direita.

Desta maneira, era esperada a pressão santista a todo instante do jogo. Antes dos cinco minutos, nem tanto. Mas justamente neste momento, foi quando Robinho apareceu livre na área e bateu forte de esquerda para a boa defesa do goleiro. No minuto seguinte, porém, o Santos atingiu o objetivo de marcar logo no começo da partida e evitar qualquer tipo de susto.

Robinho, como ponta-direita partiu naquela faixa de campo e deixou o marcador para trás. Na linha de fundo tocou para o meio da área e a bola do craque encontrou o pé esquerdo de PH Ganso que apenas escorou para dentro do gol: 1 a 0 Santos!

O ritmo do time santista, talvez até pelo adversário, não era o mesmo do final de semana, quando do empate com a Portuguesa de Desportos. Justifica-se pela ampla vantagem que o time tinha para garantir a classificação à próxima fase. Depois de três tentativas de Pará pela esquerda, quem assustou foi o Naviraiense, com Tom que aos 19 minutos recebeu dentro da pequena área e de carrinho mandou a bola na trave. Bobeira da zaga santista que assistiu à construção do lance e não tomou por pura sorte ou incompetência do adversário.

Objetivamente, o Santos respondeu ao susto aos 22 minutos, quando Robinho recebeu ótimo lançamento de PH Ganso, dominou na entrada da área e desta vez não inventou, bateu forte visando o canto direito, mas o goleiro Aldo fez boa defesa. Três minutos mais tarde, Robinho, Neymar e André tabelaram. O último sairia na cara do goleiro, se não adiantasse demais a bola, desperdiçando a chance de ampliar o placar.

Mas aos 27 minutos o garoto não desperdiçou. PH Ganso tocou viu Pará passar na ponta esquerda e tocou para o lateral que apenas ajeitou para trás. André recebeu com chance de arrematar de esquerda. Mas girou sobre o zagueiro e bateu de direita. No minuto seguinte a esperada goleada começava a se desenhar. Neymar recebeu na intermediária e no mano a mano com o zagueiro, cortou para dentro e bateu de esquerda, no alto para ampliar: 3 a 0 Santos, em dois minutos!
E a cada minuto que passava, a partida virava um pesadelo para os visitantes. Agora foi Robinho quem apareceu na intermediária de ataque, livre, já à frente do zagueiro e de frente para o goleiro. Aos 31 minutos o camisa sete tocou levemente por cima do goleiro, para marcar mais um golaço: 4 a 0. Pra piorar, já com 35 minutos o Naviraiense ficava com um jogador a menos, com Jacó Pitbull sendo expulso.

Na cobrança da falta que ocasionou a expulsão, PH Ganso foi perfeito, mas caprichosamente a bola não entrou. Bateu na trave, mas sobrou... André estava esperto dentro da área e de primeira completou estufando a rede: 5 a 0 Santos! Tudo isso aos 37 minutos do primeiro tempo.
Além de todo o volume ofensivo, embora já jogasse em ritmo de treino, o Santos também contava com a sorte. No último minuto da primeira etapa Marquinhos recebeu livre na intermediária e arriscou o chute que não deveria levar muito perigo. Mas a bola desviou no meio do caminho em um zagueiro e enganou o goleiro. Históricos 6 a 0 no primeiro tempo na Vila Belmiro.

Para a segunda etapa, quando já se esperava que Dorival Júnior havia ousado ao máximo, o técnico surpreendeu novamente ao tirar o zagueiro Edu Dracena para a entrada de Giovanni. Um time quase inconcebível estava no gramado da Vila Belmiro. Aos três minutos, Neymar tentou uma bicicleta, e aos cinco André tentou aproveitar cruzamento de Robinho, mas chutou pra fora.

Mas o Santos seguia em ritmo de treino e mesmo assim ampliaria a goleada. Aos nove minutos Neymar recebeu passe de Giovanni e dentro da área, cortou para dentro com a direita e triou o primeiro zagueiro. Cortou com a esquerda e deixou outro zagueiro para trás. Com o goleiro já no chão, Neymar também o fintou e só não entrou com bola e tudo porque teve humildade! Gol! Golaço do Neymar: 7 a 0 para o Santos.

A festa continuava. E aos 14 minutos Pará recebeu de Marquinhos na ponta esquerda e tocou para o meio da área. O zagueiro tentaria travar o chute de Neymar, que inteligente, saltou, deixando a bola passar. Lá na segunda trave, esperando ela chegar, estava André, para sem goleiro, bater para ampliar ainda mais: 8 a 0! Pensando no clássico, Robinho deixou o gramado para a entrada de Madson.
E cabia mais... Muito mais! Madson avançou na entrada da área aos 19 minutos do segundo tempo, tocou para Neymar e já adentrou a área para receber. E recebeu. Ficou de frente para o goleiro e bateu no canto direito para ainda ampliar o resultado: 9 a 0 para o Santos! E se cabia mais, Dorival queria mais. Tanto que colocou Zé Eduardo no lugar de André.

Depois de muito tocar a bola, gastar o tempo, Madson partiu para a cobrança de falta com o intuito de fazer o que apenas os santistas mais velhos já viram. Uma goleada fantástica! Madson bateu falta, que o goleiro desviou, mas não impediu o décimo gol. Santos, com um time santástico, simplesmente 10! Naviraiense, nada! Aos 34, Giovanni cabeceou de costas para o gol, e quase marcou mais um.

O Santos poderia entrar ainda mais para a história da Copa do Brasil com mais um gol, pois igualaria a maior goleada da história, ou com mais dois, para se isolar neste quesito. Mas sem forçar muito, apenas tentou alguns ataques, mas sem o perigo de sempre, finalizando o espetáculo com a torcida aos gritos de olé!

segunda-feira, 8 de março de 2010

Coluna do Inter

São Luiz X Internacional - Quando o Goleiro Precisa Brilhar...
Toda a barreira dormindo e o goleiro Abbondanzieri fazendo uma de suas muitas defesas na partida.

O Internacional enfrentou o São Luiz ontem, pelo segundo turno do Campeonato Gaúcho. Com apenas três jogadores do time principal (o goleiro Abbondanzieri e os zagueiros Índio e Sorondo). Depois da goleada do último jogo, foi frustrante assistir a este jogo morno, mas quem foi digno de se comentar foi o nosso novo goleiro, que teve uma atuação brilhante. Merece ser muito elogiado? Com certeza! Mas deve-se ser questionado o resto do time, pois quando o goleiro precisa brilhar tanto, é porque as outras alas estão claramente com falhas. Coisa que, obviamente, todo mundo já sabia, apenas alguns de nós tentávamos nos enganar.

O time colorado começou o jogo já apresentando dificuldades, não conseguia ir pelas laterais, não conseguia ir pelo meio, não conseguia ir por lugar nenhum, a lugar nenhum. Aos poucos o São Luiz foi tomando a dianteira do jogo, não deixando muito espaço para os colorados trabalharem, é bem verdade que o adversário também não mostrava um jogo muito ofensivo ou um ataque muito perigoso, porém era consideravelmente superior ao Inter dentro de campo.

No segundo tempo, o comandante Fossati saca Josimar e coloca Guiñazu no jogo, para quem sabe dar mais volume de jogo ao Inter. Até funcionou, mas não a ponto do ataque chegar mais efetivo, aliás, chegou um pouco mais, mas continuou chegando pouco. O jogo foi passando, entrou Alecsandro, entrou Thiago Humberto e mesmo assim o time não ia pra frente, não conseguia chegar e enquanto isso Pato Abbondanzieri ia brilhando, defesas fantásticas e assustadoras pontuavam o jogo.
Tudo se encaminhava para um empate morno e chato (destacando-se a performance do goleiro colorado, claro). Mas, eis que não quando, lá pelos quarenta e poucos, a bola chega nos pés de Eltinho, que salva o domingo. Antes de terminar, ainda deu tempo para mais um defesa tensa de Abbondanzieri e então foi o fim. 1x0 para o Inter.


Não foi ótimo e nem bom, mas foi satisfatório, afinal a vitória é sempre o mais satisfatório. não é? Entretanto, segue a pulga atrás da orelha da torcida: quando é que esse time vai engrenar e convencer? Porque, como eu já disse, quando o goleiro precisa brilhar, é porque o negócio não está andando muito bem...
PS. Ainda teve o fechamento parcial da 'Novela Walter'. O guri finalmente abriu o bico e confessou que o problema mesmo era grana. Tudo bem, todo mundo tem os seus motivos, mas acho que ele foi irresponsável na maneira de lidar com as coisas e, depois de tudo isso, não tem mais clima pra jogar no clube, afinal ele fez questão na entrevista de dizer que se surgir uma oportunidade, ele sai correndo. Se queimou. Mas, né.



Saudações coloradas!



Por,
Raquel Saliba

Coluna do Santos F.C.

Por : Gerson Pepe


Santos empata clássico com a Lusa no Canindé
Em partida eletrizante, Santos ataca demais e consegue empate aos 44 minutos do segundo tempo
No Canindé, os donos da casa entraram em campo determinados a terminar a sequência de vitórias do time santista. Mas apesar de todo esforço e do bom futebol apresentado, não conseguiu. O Santos atacou bastante, mas também não venceu: 1 a 1 na 13ª rodada do Campeonato Paulista mantém o time da Vila na liderança e a Portuguesa de Desportos fora do G4.

Santos e Portuguesa entraram em campo estudando bastante o adversário. Com o meio de campo congestionado e jogando na base da vontade, o time da casa começou melhor, tendo grande chance de abrir o placar aos três minutos. Luís Ricardo bateu na saída de Felipe que tocou na bola, evitando o gol. O Santos só conseguiu responder aos oito minutos, quando André bateu forte de fora da área. Fábio fez defesa difícil e no rebote PH Ganso bateu fraco para outra defesa do goleiro.

O jogo era bastante franco, e tinha a Portuguesa maior posse de bola. Depois de assustar aos dez minutos, Héverton recebeu bola longa aos 14, e do lado direito da área, sem muito ângulo, o meio-campista bateu bem, cruzado para a bola morrer no canto direito do goleiro Felipe: 1 a 0 Portuguesa. Três minutos depois, Neymar, André e Robinho fizeram bela triangulação que deixou o camisa sete com a bola dentro da área. No arremate, Fábio foi bem e evitou o empate.

O Santos passou a ter mais a posse de bola, mas mesmo com Wesley na lateral-direita, as ações santistas aconteciam pelo meio, facilitando o trabalho da defesa portuguesa. Com isso a partida ficou truncada, sem grandes lances. Sem muitas alternativas, as equipes tentaram pelo alto aos 28 minutos. Héverton tentou primeiro, mas não conseguiu testar para o gol. Depois foi Robinho quem apenas raspou na bola e mandou pra fora.

Dorival Júnior não esperou o fim do primeiro tempo para mudar a equipe. Aos 34 minutos o treinador santista foi ousado ao tirar o volante, que jogava como tal, Roberto Brum, para a entrada de Marquinhos. Essa substituição exporia ainda mais o time santista, já que apenas Arouca tinha a função de marcar no meio de campo. Mas o time também atacaria. Neymar, aos 37 chutou de fora da área, pra fora. Aos 42, foi a vez de André desperdiçar, em outro chute de fora da área.

O Santos voltou com tudo para o segundo tempo. No primeiro minuto, Marquinhos cobrou falta que bateu na barreira. Pouco depois Neymar recebeu na entrada da área e girou, ficando de frente para o goleiro. O zagueiro Preto Costa se recuperou e evitou a finalização do garoto. Aos cinco minutos, na cobrança de escanteio do lance anterior, PH Ganso recebeu na linha lateral da área e bateu cruzado. Fábio saltou e fez bela defesa. Mas o time se oferecia ao contra ataque, e Fabrício bateu forte de fora da área para Felipe também trabalhar.

Aos oito Marquinhos bateu falta para o gol e Fábio fez defesa segura. No minuto seguinte a Portuguesa criou a melhor oportunidade até então. Aproveitando o buraco deixado pela ausência de um lateral-direito santista, Athirson desceu pela ponta esquerda e apesar de demorar, bateu para boa defesa de Felipe. A bola sobrou para Héverton, que tentava bater, quando a zaga santista afastou.

Eletrizante! E aos dez, 11 e 12 minutos lá estava o Santos no ataque de novo. Primeiro Neymar desceu pela esquerda e tocou para o meio, porém, no contrapé de André. Depois Marquinhos desceu pela direita e também tocou para o meio, mas Domingos tirou. Em seguida, de novo Neymar, batendo de esquerda, de fora da área, para excelente defesa de Fábio.

O Santos seguia atacando, mas agora era bloqueado pela zaga lusitana, especialmente com Thiago Gomes, que evitou tentativas de Robinho e Neymar. Aos 19 minutos Wesley bateu de fora da área, com curva, visando o canto esquerdo. A bola saiu rente á trave, assustando o ótimo goleiro Fábio. No minuto seguinte foi a vez de a Portuguesa subir com perigo, sempre pelo lado esquerdo de ataque. Athirson bateu forte, cruzado, e a bola passou perto da trave esquerda. Wesley, com inveja, fez parecido, batendo cruzado, mas da direita, e também pra fora.

O jogo seguia muito rápido e franco. Aos 26 minutos Robinho recebeu de PH Ganso e dentro da área foi ao fundo e bateu forte. Fábio pegou de novo e no rebote Robinho mandou por cima da zaga, buscando Neymar que não conseguiu cabecear, e nem tentou finalizar da maneira acrobática, com uma bicicleta, por exemplo. Mesmo assim, Felipe ainda trabalhava, quando aos 28 Fabrício arrancou e bateu no canto e aos 29 Luís Ricardo aproveitou cruzamento.
André saiu para a entrada de Zé Eduardo e pouco depois, foi a vez de Madson entrar na vaga de Pará. Antes, aos 30, Paulo Sérgio recebeu na direita e cruzou rasteiro para Héverton que chegou a tocar a bola em direção ao gol, mas Arouca travou e salvou o que seria o segundo gol.

Fábio, aos poucos, ia se tornando o grande nome do jogo Madson cobrou falta aos 37 minutos e apesar da pouca força, o goleiro lusitano fez defesa difícil. No rebote, a defesa falhou, Robinho dominou e bateu forte. Fábio, de novo, defendeu, evitando mais uma vez o gol do empate santista.

O gol de empate santista parecia não querer sair e a Portuguesa tentava se aproveitar. Aos 41 minutos Luís Ricardo cabeceou bem cobrança de escanteio, mas acabou jogando a bola para fora. E se a Portuguesa não matou o jogo...

... o Santos chegou lá! Aos 44 minutos Wesley recebeu de Robinho e avançou pela ponta direita. O passe para trás encontrou PH Ganso que bateu de primeira, de esquerda. O goleiro pegou de novo, e na sobra, Zé Eduardo conseguiu empurrar a bola para o fundo do gol! Um a um, no Canindé!

Empolgado com o gol de empate, o Santos ainda correu atrás da virada, quando aos 50 minutos Robinho desceu pela direita, cortou e bateu de esquerda para Fábio fazer outra grande defesa com um tapa que tirou a bola de sua direção que era o gol.

Mas foi só! 1 a 1 e sequência de vitórias santista interrompida! Mas num grande jogo de futebol.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Coluna do Santos F.C.

Por: Gerson Pepe

Santos bate o Paulista em Jundiaí de virada
Time da casa abre o placar com dois minutos, mas Santos se recupera e com golaço, Robinho decide
Craque entrou na segunda etapa, marcou um golaço! O da décima vitória seguida

Em partida bastante movimentada no estádio Jayme Cintra em Jundiaí, o Santos voltou a vencer no Campeonato Paulista ao bater a equipe da casa por 3 a 2. Com a vitória na 12ª rodada da competição, o clube da Vila Belmiro abriu 11 pontos à frente do quinto colocado, o São Caetano. Depois de um primeiro tempo bastante fraco, Dorival Júnior apostou em Robinho que não decepcionou e marcou um golaço, decidindo o jogo.

Jogando com muita disposição contra um Santos lento, o Paulista de Jundiaí abriu o placar logo aos dois minutos de jogo. O perigoso e jovem atacante Barboza aproveitou bonito corta-luz do companheiro e ficou de frente para o goleiro Felipe. De esquerda o garoto apenas empurrou, sem grande dificuldade para marcar.

Mesmo assim, o Santos continuava disperso e dois minutos depois o mesmo Barboza teve ótima chance de ampliar o placar. A bola foi na sua direção, para conclusão tranquila com o pé, mas no reflexo o atacante tentou de cabeça e errou. No minuto seguinte Baiano, na entrada da área bateu muito forte de esquerda e obrigou Felipe a fazer grande defesa.

Aos poucos, mas bem devagar, o Santos ia tomando as rédeas da partida. Wesley desceu pela direita, cortou para dentro e bateu muito forte de esquerda. Eli Sabiá, corajosamente se atirou na bola e tirou com a cabeça. Três minutos mais tarde e André recebeu bom passe de PH Ganso e ficou de frente para o goleiro. Mas o atacante santista se atrapalhou com a bola e não conseguiu aproveitar a ótima oportunidade.

O Santos demorou para acordar no jogo, mas também já segurava melhor o ímpeto dos donos da casa. Com isso, somente aos 22 minutos um dos times voltou a assustar e foi o Santos com Léo descendo pela esquerda e fazendo bom cruzamento para André subir bem e cabecear para fora. Já que o time não estava bem, teria de ser na individualidade. Assim Wesley recebeu pela direita, dentro da área e aos 26 minutos gingou pra cima do zagueiro, cortou para a direita e bateu forte, cruzado, no alto para empatar a partida em Jundiaí: 1 a 1.

Com o empate, o Santos até parecia se animar, fato que não ocorreu e a partida ficou morna. O Paulista foi quem voltou a assustar aos 37 minutos, com o lateral-direito Lucas, que avançou pela direita e bateu com perigo, de fora da área, pra fora do gol. Já no apagar das luzes do primeiro tempo o Santos bobeou em um cobrança de falta e sofreu o contra ataque. Eli Sabiá recebeu boa bola de Emerson e bateu forte, na rede, do lado de fora, arrancando gritos de gols de alguns torcedores.

Ao contrário do que se poderia sugerir, na segunda etapa o Santos não voltou mais elétrico do que na primeira. Com isso, já aos três minutos os reservas se aqueciam. Talvez assustado, o time chegou aos quatro e aos cinco minutos, sempre com Neymar. Na primeira de cabeça após receber cruzamento de Wesley e na segunda com um chute de esquerda, de fora da área. Nos dois lances a bola foi pra fora.

O gol amadurecia quando o time da Vila cobrou uma sequência de três escanteios. No último, aos sete minutos, PH Ganso subiu mais que todo mundo, na entrada da pequena área para virar o placar: 2 a 1. Com a vantagem no placar, o time santista parecia que enfim daria o espetáculo que a empolgada torcida esperava.

Mas o Paulista não estava para brincadeira e logo quatro minutos depois, Felipe fez boa defesa e espalmou para fora da área. Eli Sabiá devolveu a bola para a área e encontrou Julinho, lateral-esquerdo, livre, como um centro-avante. A defesa santista vacilou e os donos da casa se aproveitaram para novamente empatar a partida, agora em 2 a 2. Aos 15, ao mesmo tempo que Robinho se preparava para entrar, Barboza bateu mal pra fora depois de bonito lance.

Neymar foi quem saiu para a entrada do atacante santista, mas quem voltou a assustar foi o Paulista, aos 18 minutos. Baiano bateu a falta e Felipe de novo mandou a bola pra fora da área. O rebote foi do Paulista e Barboza bateu bem, no canto esquerdo. A bola caprichosamente saiu rente á trave. No minuto seguinte Felipe Azevedo fez linda jogada com direito a drible da vaca no zagueiro e bateu. Felipe pegou com o pé.

Na segunda tentativa de Robinho em campo, aos 22 minutos, Arouca tocou para André que fez jogada de pivô e ajeitou para o camisa sete bater forte, reto, rente à trave direita, para fora. No minuto seguinte o Paulista assustou com Lucas batendo de frente para Felipe, mas também pra fora. Mas o Santos respondeu aos 24 minutos com um gol de craque de Robinho. André tentou o giro e o camisa sete ficou com a bola. Ele gingou na frente do zagueiro que ficou atordoado com os cortes seguidos. O chute forte bateu no travessão na linha e entrou. Golaço! Santos de novo na frente: 3 a 2.

Em seguida, Dorival Júnior fez a sua segunda substituição, tirando o lateral-esquerdo Léo para a entrada de Madson. Agora o Santos improvisava nas duas laterais, embora à essa altura Roberto Brum já se posicionara mais pelo meio do campo com Wesley na lateral. Não deixava de ser um improviso.

O Santos passou a ter a posse de bola no ataque e tramava bonitas jogadas, mas sem assustar muito. Em um destes lances conquistou o escanteio e aos 31 minutos, na cobrança a bola sobrou para Robinho que acossado por dois zagueiros, chegou batendo forte, na trave. Baiano que deu muito trabalho o jogo todo saiu para alívio de Felipe.

Três minutos mais tarde, em novo escanteio bem cobrado por Marquinhos, o zagueiro Durval subiu bem e cabeceou certinho. Lucas salvou em cima da linha e deu rebote. Durval, caindo, bateu novamente, e o zagueiro insistiu em evitar o gol num lance incrível! Logo depois, a última alteração santista, com a saída de Roberto Brum para a entrada de Rodrigo Mancha.

Já no finzinho do jogo, aos 45 minutos, Robinho aproveitou outra sobra de bola em tentativa de André em fazer o pivô, bateu forte da entrada da área e o goleiro Vinícius fez difícil defesa no cantinho esquerdo. Mas foi só! E apesar da dificuldade a partida terminou com a torcida gritando olé, enquanto o time tocava a bola.


Coluna do Inter


Internacional X Santa Cruz - Coluna desabafando e divagando...

Eu penso, penso e só consigo dizer que : falta alguma coisa no Inter. Exatamente o quê, eu não sei. Falhas grotescas eu não consigo encontrar no time. Sim, alguma lerdeza no ataque, sim, alguns erros toscos na zaga, sim, talvez falte um pouco de articulação no meio. Mas erro absurdamente comprometedor eu não encontro. Então, alguém, Senhor, me explica porque esse time não convence!
Porque, ontem, contra o Santa Cruz, em casa, foi preciso um gol contra e alguns minutos empatando para o time colorado acordar na partida e, finalmente, golear o fraco adversário? Antes eu tentava culpar o Alecsandro, ou o Lauro, ou até mesmo o Fossati, depois da estréia meio tensa, mas acho que o que está acontecendo, na verdade, é uma combinação de falhas. Todo mundo junto, falhando pouquinho, vira uma porcaria de um time desconjuntado. Que não convence nem os leigos em futebol.
E o pior de tudo é saber que temos, sim, potencial para fazermos boas atuações, afinal as peças analisadas individualmente, são boas sim. Algumas inclusive ótimas, como é o caso do Giuliano, que mesmo tendo mostrado um jogo pobre na estréia da Libertadores, fez ótimas jogadas contra o Santa Cruz ontem, relembrando o bom e velho Giuliano de antes. Vejamos o resto das atuações na estréia do segundo turno do Campeonato Gaúcho:
* Kléber e Ney se mostraram ótimos laterais, Kléber além disso sendo o principal articulador da partida. Guiñazu continua sendo o Guiñazu de sempre, dispensando comentários. O nosso novo goleiro, Pato, em apenas dois jogos já está devolvendo a esperada segurança que os torcedores vinham sentindo falta. Sandro não brilhou, mas fez a sua parte. A atuação mais impressionante creio que tenha sido o zagueiro Juan, que se mostrou seguro e inteligente, chamando a minha atenção. Sorondo e Bolívar foram "normais", excluindo-se o lance ridículo da recuada mal feita de Bolívar, gerando o único gol do Santa Cruz. E lá na frente o controverso Alecsandro, que mesmo contestado marca os seus gols quietinho e fica faceiro e Edu, que foi de mediano para ruim, sendo inclusive vaiado. Afinal, a gurizada curte ou não curte o Edu? O grande problema dele é que ele chegou no Inter em meio ao maior esparro da mídia, e também do twitter do ex companheiro Rafael Sóbis, dizendo que ele era um BAITA jogador, mas, na prática, ele nunca mostrou tudo que falaram, essa é a verdade. Então fica todo mundo com aquela cara, "esperando". Vamos ver, né, não temos muitas opções na frente...

Vendo assim, peça por peça, se pensa porque estamos tão tensos com o 2010 colorado... Teremos em breve D'Alessandro em campo, o que eu acredito que - por favor, volte em boa fase! - fará diferença no meio de campo e levará o time mais pra frente. O que pode dar errado?

Acho que temos que esperar mais um pouco, esperar mais alguns jogos da Libertadores, esperar o Campeonato Brasileiro, para aí sim, ver a que vem esse time do Inter. Sem querer desmerecer ninguém, mas já desmerecendo, o campeonato gaúcho não é muito parâmetro para analisar o time.

Saudações coloradas!

PS. A propósito, o Inter ontem fez 4x1, com gols de Alecsandro (2), Giuliano e Kléber. Destaque para a cobrança quase perfeita de Kleber! :D


VAMO VAMO INTER!


Por,
Raquel Saliba

segunda-feira, 1 de março de 2010

Coluna do Santos F.C.

Por: Gerson Pepe

Neymar brilha, ofusca Ronaldo e o Santos vence clássico contra os segundinos do Tatuapé

Marquinhos iniciou as duas jogadas dos gols da vitória na Vila Belmiro

Em uma partida nervosa, o Santos foi superior e derrotou o Corinthians por 2 a 1 no estádio da Vila Belmiro. O jogo valeu pela 12ª rodada do Campeonato Paulista e deixou o time de Dorival Júnior com a liderança ainda mais consolidada. Com ótima atuação de PH Ganso, Marquinhos comandou a vitória santista em tarde em Neymar foi do inferno ao céu.

O clássico começou quente com Ronaldo derrubado por PH Ganso nos primeiros segundos de jogo. Pouco depois, o mesmo Ganso deixou Neymar na cara do gol que adiantou a bola e finalizou mal para a defesa de Felipe. Aos cinco minutos de novo Ganso, pela direita, fez jogada estupenda e tocou para Marquinhos que penetrou e sofreu pênatli.

Depois de muita reclamação, aos sete, Neymar partiu para a bola com semblante de pouca confiança. Bateu à meia altura, do lado direito do gol. Felipe saltou bem para fazer de mão trocada, ótima defesa. O lance abalou o time santista que viu o rival dominar melhor a bola e tomar conta do jogo. Sem muito ímpeto, porém.

Até porque logo o Santos responderia. Marquinhos recebeu no meio, na entrada da área e encontrou o volante Arouca que apareceu na frente do goleiro Felipe, livre de marcação. Aos 18 minutos o Santos tinha nova chance de abrir o placar. Mas a bola alta não eera tão fácil de ser finalizada e Felipe fez outra defesa.

De novo a partida fica equilibrada e o Corinthians se assanha. Perigoso, Dentinho recebe bola alta, ajeita e dá uma linda bicicleta. O belo lance é contemplado com fantástica defesa de Felipe. Sorte do Santos, pois se a bola entra, este gol aos 24 minutos do primeiro tempo seria digno de placa. Embora Alberto não tenha a sua...

Aos 33 minutos a redenção do menino craque Neymar. PH Ganso, o Maestro da Vila recebeu e encontrou Marquinhos, seu principal braço direito em campo em boa posição na entrada da área. O experiente meia santista acertou mais um lindo passe encontrando Neymar dentro da área. Como se fora um pivô o camisa sete girou e bateu forte, no canto direito de Felipe para abrir o marcador: Santos 1 a 0.

A Vila se incendiou e a posse de bola era santista. Todo atrás, o Corinthians evitava bem os avanços dos meninos da Vila. Isso até PH Ganso conseguir pensar. Quando isso aconteceu o santista deixou Pará na cara do gol. Empolgado, aos 38 minutos, o lateral santista cortou Alessandro e bateu para a defesa de Felipe.

O Corinthians terminou o primeiro tempo de posse da bola, tentando assustar com chutes de fora da área de Elias e Roberto Carlos. Ao Santos, cabia os contra ataques, fundamento do qual, porém, o rápido time santista não conseguiu se aproveitar. Ora por erros de passes, ora pela desatenção de André, em impedimento.

O segundo tempo iniciou-se bastante tenso. O Santos procurava prender a bola e esfriar a partida, para não dar espaços ao adversário. Esperava estes atacarem. De ambas as partes, porém, o que mais se viu foram seguidas faltas, trucando bastante a partida. Talvez a intenção de Dorival Júnior fosse essa mesmo, pois aos 12 minutos, quando Pará precisou ser substituído o treinador optou pela entrada de Germano.

De todo modo, a tática santista de jogar no contra ataque era inteligente. Mesmo com a defesa corintiana se recompondo bem, o Santos achou espaço. Aos 14 minutos Marquinhos dominou na entrada da área e por cima da defesa rival tocou para Neymar que foi ao fundo pelo lado direito e tocou para trás. André, de frente para o gol não bobeou e ampliou o placar: 2 a 0.

Em desvantagem o Corinthians se lançava com tentativas desastradas e cômicas de Jucilei, e principalmente Roberto Carlos, que ouviu o coro: não é mole não, Roberto Carlos afundou a seleção. O inteligente Santos de Dorival Júnior continuava na sua. Marcando muito bem os avanços do rival e se lançando nos contra ataques. Em um deles a arbitragem apontou impedimento no mínimo duvidoso. Na sequência Neymar segurou a bola e foi agredido com um empurrão por Chicão. Os dois levaram cartão amarelo.

Logo após este lance, aos 23 minutos Ronaldo partiu pela esquerda em velocidade e conseguiu o cruzamento. Dentinho tocou levemente na bola que tocou a trave, atravessou a pequena área e se ofereceu para o atacante corintiano diminuir na Vila: 2 a 1. Já no minuto seguinte o Corinthians avançava em busca do gol de empate, quando Marquinhos dominou a bola e recebeu forte carrinho de Moacir. O lateral já tinha cartão amarelo, recebeu o segundo e foi expulso.

Neste instante a partida ficou perigosa, pois a inteligente tática santista era anulada com garra pelos corintianos, que avançavam ao ataque, tentando o gol de empate. Assim Roberto Carlos avançou pela esquerda e tentou um drible da vaca em Roberto Brum. Ao entrar na área o lateral tentou cavar o pênalti e por isso recebeu o cartão amarelo. O segundo. Mais um expulso.

Com dois jogadores de vantagem, Dorival Júnior partia para a tentativa de golear o rival. Roberto Brum deixou o gramado para a entrada de Madson. Enquanto isso, o Corinthians se desesperava... Mas assustava. Dentinho foi a fundo pela direita e cruzou na pequena área. Felipe espalmou e Wesley tirou a bola da área.

Agora a inteligência santista passava pela tentativa de matar o jogo. O time de Dorival, mais numeroso, mantinha a bola em seu campo de ataque. A defesa rival, porém, se segurava da maneira que podia e estava viva ainda no jogo. Seus contra ataques, no entanto, eram bem anulados pela atenta defesa santista.

Mas o Santos prendia a bola de maneira equivocada. Muito toquinho de lado e poucas jogadas agudas, em direção ao gol. Com isso, a equipe visitante só não empatou a partida, mesmo com dois a menos, aos 40 minutos por muito capricho dos Deuses do futebol. Dentinho recebeu de novo na ponta direita, foi ao fundo e cruzou na pequena área. Felipe falhou e Tcheco, de cabeça, fez o mais difícil que era perder o gol. Sem goleiro, a bola ainda tocou o travessão antes de sair.

Na resposta, o goleiro corintiano voltava a trabalhar em ótimo chute de Madson. Felipe fez a defesa rente à trave esquerda. Com este panorama, os técnicos trabalhavam. O garoto Breitner entrou no lugar de Marquinhos, melhor em campo. No rival, Dentinho saia para a entrada do perigoso Iarley.

Ninguém pôde fazer mais nada, porém. E assim terminou o clássico: Santos 2 a 1, mais líder do que nunca!

Coluna do Santos F.C.

Por: Gerson Pepe

Neymar brilha, ofusca Ronaldo e o Santos vence clássico contra os segundinos do Tatuapé
Marquinhos
iniciou as duas jogadas dos gols da vitória na Vila Belmiro

Em uma partida nervosa, o Santos foi superior e derrotou o Corinthians por 2 a 1 no estádio da Vila Belmiro. O jogo valeu pela 12ª rodada do Campeonato Paulista e deixou o time de Dorival Júnior com a liderança ainda mais consolidada. Com ótima atuação de PH Ganso, Marquinhos comandou a vitória santista em tarde em Neymar foi do inferno ao céu.

O clássico começou quente com Ronaldo derrubado por PH Ganso nos primeiros segundos de jogo. Pouco depois, o mesmo Ganso deixou Neymar na cara do gol que adiantou a bola e finalizou mal para a defesa de Felipe. Aos cinco minutos de novo Ganso, pela direita, fez jogada estupenda e tocou para Marquinhos que penetrou e sofreu pênatli.

Depois de muita reclamação, aos sete, Neymar partiu para a bola com semblante de pouca confiança. Bateu à meia altura, do lado direito do gol. Felipe saltou bem para fazer de mão trocada, ótima defesa. O lance abalou o time santista que viu o rival dominar melhor a bola e tomar conta do jogo. Sem muito ímpeto, porém.

Até porque logo o Santos responderia. Marquinhos recebeu no meio, na entrada da área e encontrou o volante Arouca que apareceu na frente do goleiro Felipe, livre de marcação. Aos 18 minutos o Santos tinha nova chance de abrir o placar. Mas a bola alta não eera tão fácil de ser finalizada e Felipe fez outra defesa.

De novo a partida fica equilibrada e o Corinthians se assanha. Perigoso, Dentinho recebe bola alta, ajeita e dá uma linda bicicleta. O belo lance é contemplado com fantástica defesa de Felipe. Sorte do Santos, pois se a bola entra, este gol aos 24 minutos do primeiro tempo seria digno de placa. Embora Alberto não tenha a sua...

Aos 33 minutos a redenção do menino craque Neymar. PH Ganso, o Maestro da Vila recebeu e encontrou Marquinhos, seu principal braço direito em campo em boa posição na entrada da área. O experiente meia santista acertou mais um lindo passe encontrando Neymar dentro da área. Como se fora um pivô o camisa sete girou e bateu forte, no canto direito de Felipe para abrir o marcador: Santos 1 a 0.

A Vila se incendiou e a posse de bola era santista. Todo atrás, o Corinthians evitava bem os avanços dos meninos da Vila. Isso até PH Ganso conseguir pensar. Quando isso aconteceu o santista deixou Pará na cara do gol. Empolgado, aos 38 minutos, o lateral santista cortou Alessandro e bateu para a defesa de Felipe.

O Corinthians terminou o primeiro tempo de posse da bola, tentando assustar com chutes de fora da área de Elias e Roberto Carlos. Ao Santos, cabia os contra ataques, fundamento do qual, porém, o rápido time santista não conseguiu se aproveitar. Ora por erros de passes, ora pela desatenção de André, em impedimento.

O segundo tempo iniciou-se bastante tenso. O Santos procurava prender a bola e esfriar a partida, para não dar espaços ao adversário. Esperava estes atacarem. De ambas as partes, porém, o que mais se viu foram seguidas faltas, trucando bastante a partida. Talvez a intenção de Dorival Júnior fosse essa mesmo, pois aos 12 minutos, quando Pará precisou ser substituído o treinador optou pela entrada de Germano.

De todo modo, a tática santista de jogar no contra ataque era inteligente. Mesmo com a defesa corintiana se recompondo bem, o Santos achou espaço. Aos 14 minutos Marquinhos dominou na entrada da área e por cima da defesa rival tocou para Neymar que foi ao fundo pelo lado direito e tocou para trás. André, de frente para o gol não bobeou e ampliou o placar: 2 a 0.

Em desvantagem o Corinthians se lançava com tentativas desastradas e cômicas de Jucilei, e principalmente Roberto Carlos, que ouviu o coro: não é mole não, Roberto Carlos afundou a seleção. O inteligente Santos de Dorival Júnior continuava na sua. Marcando muito bem os avanços do rival e se lançando nos contra ataques. Em um deles a arbitragem apontou impedimento no mínimo duvidoso. Na sequência Neymar segurou a bola e foi agredido com um empurrão por Chicão. Os dois levaram cartão amarelo.

Logo após este lance, aos 23 minutos Ronaldo partiu pela esquerda em velocidade e conseguiu o cruzamento. Dentinho tocou levemente na bola que tocou a trave, atravessou a pequena área e se ofereceu para o atacante corintiano diminuir na Vila: 2 a 1. Já no minuto seguinte o Corinthians avançava em busca do gol de empate, quando Marquinhos dominou a bola e recebeu forte carrinho de Moacir. O lateral já tinha cartão amarelo, recebeu o segundo e foi expulso.

Neste instante a partida ficou perigosa, pois a inteligente tática santista era anulada com garra pelos corintianos, que avançavam ao ataque, tentando o gol de empate. Assim Roberto Carlos avançou pela esquerda e tentou um drible da vaca em Roberto Brum. Ao entrar na área o lateral tentou cavar o pênalti e por isso recebeu o cartão amarelo. O segundo. Mais um expulso.

Com dois jogadores de vantagem, Dorival Júnior partia para a tentativa de golear o rival. Roberto Brum deixou o gramado para a entrada de Madson. Enquanto isso, o Corinthians se desesperava... Mas assustava. Dentinho foi a fundo pela direita e cruzou na pequena área. Felipe espalmou e Wesley tirou a bola da área.

Agora a inteligência santista passava pela tentativa de matar o jogo. O time de Dorival, mais numeroso, mantinha a bola em seu campo de ataque. A defesa rival, porém, se segurava da maneira que podia e estava viva ainda no jogo. Seus contra ataques, no entanto, eram bem anulados pela atenta defesa santista.

Mas o Santos prendia a bola de maneira equivocada. Muito toquinho de lado e poucas jogadas agudas, em direção ao gol. Com isso, a equipe visitante só não empatou a partida, mesmo com dois a menos, aos 40 minutos por muito capricho dos Deuses do futebol. Dentinho recebeu de novo na ponta direita, foi ao fundo e cruzou na pequena área. Felipe falhou e Tcheco, de cabeça, fez o mais difícil que era perder o gol. Sem goleiro, a bola ainda tocou o travessão antes de sair.

Na resposta, o goleiro corintiano voltava a trabalhar em ótimo chute de Madson. Felipe fez a defesa rente à trave esquerda. Com este panorama, os técnicos trabalhavam. O garoto Breitner entrou no lugar de Marquinhos, melhor em campo. No rival, Dentinho saia para a entrada do perigoso Iarley.

Ninguém pôde fazer mais nada, porém. E assim terminou o clássico: Santos 2 a 1, mais líder do que nunca!

Coluna do Santos F.C.

Por: Gerson Pepe

Neymar brilha, ofusca Ronaldo e o Santos vence clássico contra os segundinos do Tatuapé

Marquinhos iniciou as duas jogadas dos gols da vitória na Vila Belmiro

Em uma partida nervosa, o Santos foi superior e derrotou o Corinthians por 2 a 1 no estádio da Vila Belmiro. O jogo valeu pela 12ª rodada do Campeonato Paulista e deixou o time de Dorival Júnior com a liderança ainda mais consolidada. Com ótima atuação de PH Ganso, Marquinhos comandou a vitória santista em tarde em Neymar foi do inferno ao céu.

O clássico começou quente com Ronaldo derrubado por PH Ganso nos primeiros segundos de jogo. Pouco depois, o mesmo Ganso deixou Neymar na cara do gol que adiantou a bola e finalizou mal para a defesa de Felipe. Aos cinco minutos de novo Ganso, pela direita, fez jogada estupenda e tocou para Marquinhos que penetrou e sofreu pênatli.

Depois de muita reclamação, aos sete, Neymar partiu para a bola com semblante de pouca confiança. Bateu à meia altura, do lado direito do gol. Felipe saltou bem para fazer de mão trocada, ótima defesa. O lance abalou o time santista que viu o rival dominar melhor a bola e tomar conta do jogo. Sem muito ímpeto, porém.

Até porque logo o Santos responderia. Marquinhos recebeu no meio, na entrada da área e encontrou o volante Arouca que apareceu na frente do goleiro Felipe, livre de marcação. Aos 18 minutos o Santos tinha nova chance de abrir o placar. Mas a bola alta não eera tão fácil de ser finalizada e Felipe fez outra defesa.

De novo a partida fica equilibrada e o Corinthians se assanha. Perigoso, Dentinho recebe bola alta, ajeita e dá uma linda bicicleta. O belo lance é contemplado com fantástica defesa de Felipe. Sorte do Santos, pois se a bola entra, este gol aos 24 minutos do primeiro tempo seria digno de placa. Embora Alberto não tenha a sua...

Aos 33 minutos a redenção do menino craque Neymar. PH Ganso, o Maestro da Vila recebeu e encontrou Marquinhos, seu principal braço direito em campo em boa posição na entrada da área. O experiente meia santista acertou mais um lindo passe encontrando Neymar dentro da área. Como se fora um pivô o camisa sete girou e bateu forte, no canto direito de Felipe para abrir o marcador: Santos 1 a 0.

A Vila se incendiou e a posse de bola era santista. Todo atrás, o Corinthians evitava bem os avanços dos meninos da Vila. Isso até PH Ganso conseguir pensar. Quando isso aconteceu o santista deixou Pará na cara do gol. Empolgado, aos 38 minutos, o lateral santista cortou Alessandro e bateu para a defesa de Felipe.

O Corinthians terminou o primeiro tempo de posse da bola, tentando assustar com chutes de fora da área de Elias e Roberto Carlos. Ao Santos, cabia os contra ataques, fundamento do qual, porém, o rápido time santista não conseguiu se aproveitar. Ora por erros de passes, ora pela desatenção de André, em impedimento.

O segundo tempo iniciou-se bastante tenso. O Santos procurava prender a bola e esfriar a partida, para não dar espaços ao adversário. Esperava estes atacarem. De ambas as partes, porém, o que mais se viu foram seguidas faltas, trucando bastante a partida. Talvez a intenção de Dorival Júnior fosse essa mesmo, pois aos 12 minutos, quando Pará precisou ser substituído o treinador optou pela entrada de Germano.

De todo modo, a tática santista de jogar no contra ataque era inteligente. Mesmo com a defesa corintiana se recompondo bem, o Santos achou espaço. Aos 14 minutos Marquinhos dominou na entrada da área e por cima da defesa rival tocou para Neymar que foi ao fundo pelo lado direito e tocou para trás. André, de frente para o gol não bobeou e ampliou o placar: 2 a 0.

Em desvantagem o Corinthians se lançava com tentativas desastradas e cômicas de Jucilei, e principalmente Roberto Carlos, que ouviu o coro: não é mole não, Roberto Carlos afundou a seleção. O inteligente Santos de Dorival Júnior continuava na sua. Marcando muito bem os avanços do rival e se lançando nos contra ataques. Em um deles a arbitragem apontou impedimento no mínimo duvidoso. Na sequência Neymar segurou a bola e foi agredido com um empurrão por Chicão. Os dois levaram cartão amarelo.

Logo após este lance, aos 23 minutos Ronaldo partiu pela esquerda em velocidade e conseguiu o cruzamento. Dentinho tocou levemente na bola que tocou a trave, atravessou a pequena área e se ofereceu para o atacante corintiano diminuir na Vila: 2 a 1. Já no minuto seguinte o Corinthians avançava em busca do gol de empate, quando Marquinhos dominou a bola e recebeu forte carrinho de Moacir. O lateral já tinha cartão amarelo, recebeu o segundo e foi expulso.

Neste instante a partida ficou perigosa, pois a inteligente tática santista era anulada com garra pelos corintianos, que avançavam ao ataque, tentando o gol de empate. Assim Roberto Carlos avançou pela esquerda e tentou um drible da vaca em Roberto Brum. Ao entrar na área o lateral tentou cavar o pênalti e por isso recebeu o cartão amarelo. O segundo. Mais um expulso.

Com dois jogadores de vantagem, Dorival Júnior partia para a tentativa de golear o rival. Roberto Brum deixou o gramado para a entrada de Madson. Enquanto isso, o Corinthians se desesperava... Mas assustava. Dentinho foi a fundo pela direita e cruzou na pequena área. Felipe espalmou e Wesley tirou a bola da área.

Agora a inteligência santista passava pela tentativa de matar o jogo. O time de Dorival, mais numeroso, mantinha a bola em seu campo de ataque. A defesa rival, porém, se segurava da maneira que podia e estava viva ainda no jogo. Seus contra ataques, no entanto, eram bem anulados pela atenta defesa santista.

Mas o Santos prendia a bola de maneira equivocada. Muito toquinho de lado e poucas jogadas agudas, em direção ao gol. Com isso, a equipe visitante só não empatou a partida, mesmo com dois a menos, aos 40 minutos por muito capricho dos Deuses do futebol. Dentinho recebeu de novo na ponta direita, foi ao fundo e cruzou na pequena área. Felipe falhou e Tcheco, de cabeça, fez o mais difícil que era perder o gol. Sem goleiro, a bola ainda tocou o travessão antes de sair.

Na resposta, o goleiro corintiano voltava a trabalhar em ótimo chute de Madson. Felipe fez a defesa rente à trave esquerda. Com este panorama, os técnicos trabalhavam. O garoto Breitner entrou no lugar de Marquinhos, melhor em campo. No rival, Dentinho saia para a entrada do perigoso Iarley.

Ninguém pôde fazer mais nada, porém. E assim terminou o clássico: Santos 2 a 1, mais líder do que nunca!