domingo, 19 de julho de 2009

Coluna do Palmeiras


Diego Souza decisivo na arrancada.





Na última quarta feira o técnico ainda interino Jorginho teve o seu maior desafio até esse momento. Enfrentar o Flamengo dentro do Maracanã seria um grande teste para o treinador, como também para o time, já que vencendo um díficil adversário nessa situação pode deixar claro a todos quais são as pretenções do verdão no nacional deste ano.

O primeiro tempo foi bem equilibrado, mas Diego Souza deste o começo da partida mostrou a todos que sua fase é boa e que a noite no ex maior do mundo seria iluminada para ele, pois foi autor de belos lances e do primeiro gol após uma falha rídicula da zaga rubro negra. O gol abalou o mengão e no final da etapa Ortigoza aumentou para o alvi verde do jardim suspenso.

Porém no segundo tempo houve uma forte pressão dos donos da casa que diminuiram com Adriano em cobrança de penalti. Poderiam ter empatado, mas Marcos estava em campo.

O Palmeiras teve várias chances nos contra ataques, mas não soube aproveitar, tal deficiencia ficou clara no jogo seguinte contra o Santo André no Palestra Itália.

O estádio estava cheio, presênça de quase 20 mil pagantes, a torcida confiante e o time embalado, ou seja todos os requisitos para o Palmeiras decepcionar, pois numa situação como essa já ocorreu inúmeras vezes.

Mas o verdão jogou bem contra um Santo André de marcação fortíssima e novamente Diego Souza foi o detaque verde e o autor do gol que garantiu os três pontos e a quarta vitória seguida no campeonato, mas o placar poderia ter sido mais elástico se Obina estivesse mais inspirado e com uma chuteira melhor, já que o atacante escorregava bastante em campo.

A equipe do ABC foi melhor na etapa final, levou perigo com o eterno Marcelinho Carioca nas tradicionais bolas paradas, além do time ter um bom toque de bola, deve fazer uma boa campanha.

Ao final do jogo, uma possível efetivação do interino Jorginho poderia ocorrer, mas não ocorreu.

A campanha palmeirense segue na quarta feira contra o Goias que vem de goleada pra cima do Fluminense, a partida é na casa do adversário, porém como em 2008 a arquibancada deve estar dividida. Este será o jogo que antecederá o grande clássico contra o arqui rival Corinthians, que ocorrerá novamente na cidade de Presidente Prudente no interior de São Paulo praticamente em Mato Grosso do Sul, onde o verdão tentará manter o tabu de vitórias alvi negras desde 2006.
Por Renan Pucci
Saudações Palestrinas

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Coluna do São Paulo

Mais 2 jogos que confirmaram: O problema não estava no treinador
Por Caio Bandouk
Nesta última semana, o torcedor Tricolor teve dias sofridos. Mais 2 jogos se foram, e o time segue sem vencer, beirando a zona do rebaixamento com apenas 11 pontos no que é com toda certeza o pior campeonato brasileiro que o São Paulo já fez em toda sua vitoriosa trajetória.
No domingo que passou, um empate que veio na base da raça. Em pleno estádio do Morumbi, um 2 a 2 com o Flamengo. Mais uma vez, com um a menos. Descontrole que vem sendo sintomático culminando com expulsões em momento importantes. Por incrível que pareça, o time foi melhor com um a menos, e com boas participações de Marlos, Jean, Borges, Eduardo Costa e uma partida espetacular de Miranda, buscou o resultado e não venceu por muito pouco. Se não foi uma atuação de gala, a vontade demonstrada dava esperança para a sequência no campeonato.
O próximo adversário seria o Altético Mineiro, até então líder com méritos do campeonato. Ninguém esperava uma partida fácil. Como não foi. Mas também acho que nenhum são-paulino esperava uma atuação tão vergonhosa, ao ponto de poder ser considerada patética.
Na partida de ontem o São Paulo foi completamente encurralado pelo Galo. Parecia que o atual Tri Campeão Brasileiro era o time mineiro. Logo no começo do jogo, um lance que acusa a má fase. Miranda que vinha de uma atuação espetacular contra o Fla, tenta sair jogando e por confiar tanto em seu futebol, perde a bola para Tardelli(aquele mesmo que cresceu no Morumbi) que não perdoa e dá um duro golpe apenas com 1 minuto de partida. A partir daí o que vimos foi um São Paulo desorganizado, e um Galo que perdeu a chance de golear. O Tricolor assustou muito pouco a defesa adversária. Também o que esperar de um time que conta com Hugo, Zé Luis, Eduardo Costa, Jorge Wagner e cia? Até concordo que são esforçados, mas muito pouco para o São Paulo. Eu particularmente não aguento mais ver Jorge Wagner atuando pelo Tricolor. Não ganha uma na velocidade, faz faltas infantis, só toca de lado, e o "mestre da bola parada" acerta no máximo uma ou duas cobranças por jogo. No segundo tempo o Galo só confirmou sua vitória com um belo gol de Serginho, que entrou tabelando com facilidade na defesa do São Paulo. O péssimo Jean Rolt está procurando o volante do Galo até agora. O Tricolor até criou algum perigo, mas em lances isolados de alguns bons jogadores como Júnior César, Dagoberto e Borges, mas não conseguiu chegar aos gols que precisava.
No final de tudo esse jogo serviu para mostrar algumas coisas: Marlos e André Dias fazem muita falta, Rogério Ceni precisa voltar o mais rápido possível pois necessitamos e muito de sua liderança, e que cada vez mais eu fico convencido que demitir Muricy Ramalho não era o caminho.
Aquilo que disse sobre essa decisão fortalecer o grupo de jogadores que na minha opinião claramente derrubou Muricy, fica mais evidente a cada jogo. Ricardo Gomes comandou o time em 5 jogos. Um aproveitamento péssimo, mas ainda muito cedo para se questionado. Precisa de tranquilidade para impor seu estilo e métodos de trabalho ao time. Mas algum torcedor viu uma mudança de postura dos jogadores? Continua a mesma ladainha... Um time desligado, sem alma, que toma gols bobos, tem jogadores expulsos infantilmente, e não parece ter nenhuma união. Aquele negócio de correr pelo companheiro sabe?
Resumindo, não adianta trocar de comandante se a atitude dos jogadores não mudar. Nem o Mestre Telê Santana daria jeito nesse time sem a ajuda dos jogadores. Acho que com o retorno de Rogério Ceni isso tende a melhorar. Agora cabe também a diretoria e jogadores mais experientes não ficarem de braços cruzados e agirem logo, pois domingo já temos um clássico contra o Santos, e da mesma maneira que é uma grande oportunidade para a reabilitação pode ser também um jogo para afundar o time de vez.
Força Tricolor! O Time da Fé nunca se entrega!

Coluna do Santos F.C.

Por: Gerson Pepe

Santos sofre para empatar com o Barueri na Vila: 3x3

Após perder o primeiro tempo, Santos se recupera na segunda etapa e com raça empata a partida Com gols de Madson, Robson e Neymar, Peixe se recuperou no jogo

Numa partida bastante movimentada, o Santos recebeu o Grêmio Barueri pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro e depois de estar perdendo por dois gols de diferença, reagiu conquistou o empate por 3 a 3 e por detalhe não virou a partida de forma heroica e histórica.

Antes mesmo de a partida começar, o clima não era bom na Vila Belmiro, com a delegação santista sendo recebida por nova chuva de ovos. Em campo, Serginho Chulapa optou pela experiência de Roni, em detrimento do talento do jovem Neymar.

Com tanta pressão da torcida, o Santos só poderia entrar com muito mais vontade do que vinha fazendo. No entanto, os avanços da equipe no início não foram perigosos, já que insistia nas jogadas aéreas, especialmente para Roni. Desta forma, quem assustou primeiro foi o Barueri, aos seis minutos, com uma boa cabeceada do zagueiro Leandro Castan, para ótima defesa de Douglas.

Seis minutos mais tarde,
porém, o goleiro santista nada pôde fazer. Após cruzamento despretensioso da direita, Wagner Diniz falhou e o ex-santista Val Baiano se aproveitou e bateu no canto esquerdo. A bola ainda tocou a trave antes de entrar. Se o clima não era bom na Vila...

Ficava pior. Quatro minutos
após tomar o gol, o Santos teve sua melhor oportunidade até então, com Paulo Henrique chutando da entrada da pequena área para o alto. Um minuto mais tarde, porém, o rápido Fernandinho gingou na frente de Fabão e chutou forte, no alto, mas dentro do gol para ampliar o placar na Vila.

O nervosismo santista
contrastava com a tranquilidade do visitante, numa perigosa receita. Aos 20, Thiago Humberto teve chance de ampliar o placar, mas bateu pra fora. Cinco minutos mais tarde, o Santos começou a reação. Rodrigo Souto resolveu correr e sofreu falta na meia lua. Aos 26, Madson chamou a responsabilidade e bateu bem para diminuir o placar num belo gol. Um minuto depois o goleiro Renê faz ótima defesa em bom chute de Roni, evitando o empate santista.

No entanto a reação
santista foi adiada logo aos 29 minutos. De novo Fernandinho caiu nas costas de Wagner Diniz, e cruzou forte, para de novo Val Baiano marcar: 3 a 1, com apenas um terço de jogo disputado. Após o terceiro gol, Diniz deixou o gramado para a entrada de Luizinho.

O que se viu nos minutos finais do primeiro tempo foi o time santista completamente nervoso e sem ímpeto para assustar o adversário, que se utilizava muito bem das investidas nos contra-ataques. Desta forma, o time desceu para o vestiário sob protestos da torcida e até início de confusão com a polícia na arquibancada.

Sem mudanças, o Santos ao menos voltou aparentemente mais tranqüilo, e apesar de contar com um jogador a mais, já que Ralf fora expulso logo no primeiro minuto da segunda etapa, ainda pecava nas tentativas pelo alto. Mesmo assim, até os seis minutos, criou três boas chances, as duas principais com Rodrigo Souto que chutou a primeira, dentro da área no travessão e a segunda, de fora, para boa defesa de Renê.

O momento era bom para o Santos e antes da entrada de Robson no lugar de Roni, aos 12 minutos, Fabão quase marca belo gol em cobrança de falta. Três minutos mais tarde foi a vez do garoto Neymar entrar no lugar de Fabão. Antes, Madson arriscou bom chute pra fora.

Mas a essa altura o relógio também era inimigo e o Santos demorou a dar trabalho ao goleiro Renê. A defesa neutralizava os avanços do time santista que somente aos 28 minutos criou de verdade, quando Robson recebeu ótimo passe de Paulo Henrique e apareceu livre, na frente do goleiro, e da entrada da pequena área bateu forte na trave. Aos 30, Kleber Pereira arrancou vaias de toda a Vila, quando dominou ótimo passe de Rodrigo Souto dentro da área e chutou de forma horrorosa pra fora.

Cinco minutos depois, porém, o Santos marcou o segundo gol. Leandro Castan cometeu jogada perigosa sobre Kleber Pereira. Dentro da área, Paulo Henrique recebeu de Neymar e chutou forte. Renê soltou e Robson, de cabeça marcou.

Ao Santos restava buscar o empate em pouco mais de dez minutos e aos poucos ganhava o tímido apoio da torcida. Aos 37, Kleber Pereira cabeceou bola que passou rente a trave esquerda do goleiro Renê. Afoito, porém, o time santista via um Barueri inteligente ganhar tempo. Tanto que somente aos 41, chegou novamente, com Léo, impedido, deixando Kleber Pereira na cara do gol, mas o bandeirinha assinalou a posição irregular do capitão santista.

Um minuto mais tarde aconteceu o tão sonhado gol de empate. Luizinho fez boa jogada pela lateral direita e cruzou na medida para o garoto Neymar cabecear no ângulo esquerdo e marcar o terceiro tento. Neste momento, a torcida que viu suas pipocas serem comidas por Neymar e Robson, já apoiava o time e acreditava na vitória. E havia tempo para a virada épica santista.

Assim como o Barueri não estava morto, tanto que aos 47, Fernandinho cobrou falta na trave. Na sequência Neymar puxou ótimo contra-ataque sozinho, e quase marca um belo gol. A zaga tocou para escanteio e na cobrança o Santos não conseguiu aproveitar e o juiz apitou o fim da partida.

Pelas circunstâncias da partida e espírito de luta da equipe, o empate valeu. Mas falta muito para este time atingir o ponto ideal, especialmente no sistema defensivo, como já é sabido por todos. O empate deixou o Santos na 11ª colocação com 14 pontos.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Coluna do Inter

O Colorado no Brasileirão - derrota e perda da liderança
O Inter enfrentou o Atlético-PR nesse domingo e, de virada, deixou escapar os três pontos. Aos nove minutos Nilmar marca e coloca o Inter na frente. 1x0.
Aos 30 minutos o Atletico empata o jogo. 1x1. No segundo tempo, o Inter voltou com o mesmo time e passou a sofrer pressão dos donos da casa, errando muitos passes absurdos e, como é esperado nesse tipo de atuação, tomou o gol da virada aos 13 minutos e logo depois outro. 3x1 para o Atlético-PR.
Tite trocou, tardiamente como sempre, Glaydson por Giuliano, Taison por Alecsandro e por fim Bolivar por Danilo Silva, mas o colorado seguia com dificuldades. Nos ultimos minutos de jogo, de uma cobrança de falta de Andrezinho o Inter diminuiu a vantagem com Alecsandro e esse foi o placar final do jogo. 3x2 para o Atlético-PR e nenhum ponto para o Inter.
Agora eu me pergunto o que vai ser feito em relação ao Inter? Vamos mexer no tecnico, contratar mais alguém, mandar alguém embora? A inércia da direção colorada está deixando a torcida cada vez mais desvairada. O Tite não está mais sabendo conduzir o time, ele não mexe direito, não escala direito e não é suficientemente rigido com os jogadores. O Muricy aí dando sopa e a direção dormindo?
Vamos ter que nos afundar loucamente para que seja feita alguma coisa?
Não tem cabimento.
Já foi a Copa do Brasil e a Recopa, agora vão deixar perder vantagem no Brasileiro?
Estou, e acredito que não sou sozinha nesse sentimento, oficialmente preocupada.
VAMO QUE VAMO MEU INTER!
Saudações coloradas!
Por,
Raquel Saliba

Coluna do Santos F.C.

Por: Gerson Pepe

Santos é humilhado em Salvador pelo Vitória: 6x2

As pichações da torcida Santista na Vila Belmiro resumem a coluna de hoje, imagens valem mais que palavras neste momento.

domingo, 12 de julho de 2009

Coluna do Palmeiras

Parecia até treino, mas valeu 3 pontos.

Debaixo de muita chuva e a presença de um frio incomodante, quase 8 mil palmeirenses foram ao Palestra Itália na noite de sábado, para incentivar o time rumo ao topo da classificação do nacional.
O adversário era o Naútico, que pouco incomodou os donos da casa e se afundou de vez na zona do rebaixamento, tal tarefa foi executada com facilidade por Maurício Ramos e Willians ainda na primeira etapa. Na volta do intervalo os pernambucanos reagiram, mas o verdão passeava em campo e aumentou com Armero e Pierre.
Neste sábado a noite o queridinho da torcida Obina não marcou, chances não faltaram mas nenhuma foi aproveitada pelo atacante, que não poderá enfrentar o Flamengo na próxima quarta no Maracanã, por conta de questões contratuais.
As novidades concretizadas são a permanência do atacante paraguaio Ortigoza e o não definitivo de Muricy em relação ao cargo de técnico do Palmeiras.
Com a vitória a diretoria ganha mais tranquilidade para buscar um novo treinador, já que o interino Jorginho está dando conta do recado e se for pela vontade dos jogadores e de alguns torcedores deveria ser efetivado, porém eu descordo disso.
Como já havia dito o próximo confronto é contra o Flamnego de Adriano no Maracanã, o Imperador vem de uma grande atuação contra o São Paulo marcando dois gols, nas últimas duas vezes que o verdão enfrentou o mengo no maracanã houve uma vitória pra cada lado.

http://www.youtube.com/watch?v=BHwB1MMBfF0 segue os gols do massacre alvi verde

Por Renan Pucci
Saudações Palestrinas

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Coluna do Palmeiras

Não é melhor que o Eto'o, mas faz gol e não pipoca.

Nesse domingo, o Palmeiras foi até o estádio da Ressacada em Florianópolis, a fim de voltar a vencer na competição, o que não acontecia desde a partida contra o Cruzeiro e conseguiu os três pontos.
O verdão não fez uma partida brilhante, mas se aproveitou da fragilidade da equipe do Avaí, que mesmo com o estádio lotado não conseguiu se impor.
Os dois primeiros gols do jogo foram marcados pela contestada contratação alvi verde, Obina começou o jogo perdendo um gol incrível, mas converteu o penalti e empurrou pro gol a bola levantada no escanteio. Obina já tem números melhores que o imperador Adriano no Flamengo e mostra bem mais vontade que tão badalado e já negocido K9.
Os donos da casa já estavam entregues e o verdão aproveitou com Cleiton Xavier marcando um belo gol, obviamente nada comparado ao tento contra o Colo Colo na épica partida pela Libertadores na cidade de Santiago.
Ao final do jogo, os três pontos estavam computados, mas mesmo com a vitória as preocupações estavam presentes, o caso Muricy Ramalho ainda não resolvido e que talvez nem se resolva, como também a situação de Ortigoza que está próximo do término de seu curto contrato.
O próximo desafio, possívelmente ainda com a presença do interino Jorginho no banco é contra o Naútico no Palestra no próximo sábado.

http://www.youtube.com/watch?v=kE0fRHElSQo os gols do jogo.

Por Renan Pucci
Saudações Palestrinas


Coluna do São Paulo

O Fim de Uma Era, a luta para começar outra
Por Caio Bandouk

Mais uma vez eliminado precocemente da Libertadores para um time com o peso de sua camisa, o São Paulo se despediu do treinador Muricy Ramalho, Tricampeão brasileiro no time do Morumbi. Era inegável que o time não rendia o que podia. Parcela de culpa todos tem, porém o que menos tinha foi quem caiu. Muricy era identificado com a equipe. Era tricolor de coração. Brigava pelo time, e por isso era amado pela grande parte da torcida. Entretanto, era sabido que muitos da alta cúpula são-paulina não admiravam seu trabalho. E pendeu para o lado mais "fraco". Com a queda de Muricy, os boatos de que o elenco estava rachado e querendo derrubar o treinador foram praticamente confirmados. Se isso for verdade, o Tricolor que tinha a chance de novamente provar que era um clube diferenciado, falhou em sua decisão. Sabemos como é complicado lidar com jogador de futebol, e se eles fizeram isso com o primeiro, não terão dó de fazer com o segundo, o terceiro, o quarto...

O novo comandante escolhido foi o ex-zagueiro e treinador de seleções de base Ricardo Gomes. Uma escolha que foi muito criticada, mas esse não é o momento de questionar e sim de apoiar. Comandou o time em 2 oportunidades, vitória contra o Naútico no Morumbi e derrota frente ao Coritiba na capital paranaense. De início, acho um trabalho promissor. Claro que com tão pouco tempo, poucas mudanças puderam ser feitas, mas algumas como a utilização de um 4-4-2 com o losango no meio campo e a maior utilização da base já podem ser vistas.

Agora mudando um pouco o foco, o que os jogadores fizeram para mudar essa situação? Nenhuma atitude de grupo foi tomada, nada mesmo. Ainda se eles respondessem em campo...
Dos contratados, poucos corresponderam as expectativas. No time titular, Júnior César que até começou bem a temporada caiu demais de rendimento. Washington que sempre foi um jogador que eu não gostei, só confirma cada vez mais que eu estava certo. Parou totalmente de fazer gols, e não consegue acertar um domínio ou passe durante o jogo inteiro. Eduardo Costa talvez seja o único que se salve, ganhou a posição de titular e pelo menos demonstra muita raça. Arouca, Jean Rolt e Renato Silva tem ficado no banco e por enquanto não demonstraram nada que lhes dê a titularidade. Marlos parece ter um futuro muito interessante no mais querido. É abusado, não tem medo de partir pra cima e todos os jogos cria chances para o time. Dênis que atua pela primeira em vez em um clube grande, já com a responsabilidade de substituir um ídolo como Rogério Ceni, provou que tem tudo para ficar muito tempo no Tricolor.
E o que falar da base Tricampeã brasileira? Miranda sim continua excepcional, a prova disso é que acabou de ser campeão da Copa das Confederações com a seleção brasileira. André Dias continua bem como zagueiro, mas depois de substituir Ceni como capitão quer provar a liderança na força e vem colecionando expulsões infantis. Zé Luis, ainda improvisado como lateral direito, vem quebrando um galho e não pode ser cobrado por uma deficiência do elenco. No meio campo, todos caíram demais de rendimento. Hernanes desapareceu durante um bom tempo, mas nos jogos com Ricardo Gomes parece estar voltando a boa forma. Jorge Wagner vem sendo pífio, e é difícil apontar uma boa partida dele este ano. Jean que começou o ano muito bem, assim como todo o time caiu de rendimento e hoje se encontra na reserva. A dupla de ataque que foi decisiva no título brasileiro de 2008 não é a mesma definitivamente. Borges e Dagoberto vem sendo apenas regulares em 2009, é claro perto do que sabemos que eles podem render. Hugo e Richarlyson vem se alternando entre titulares e reservas, mas longe de serem indispensáveis.
Será que demitir Muricy Ramalho era a melhor opção? O que fazer pra sair da crise? Essas são as perguntas que ficam. Como disse já que Muricy se foi, vamos apoiar Ricardo Gomes que não tem culpa alguma dessa situação. Torço muito por ele.
Para o futuro próximo, esperar que a reação já comece contra o Flamengo nesse Domingo. Se não vier o título, que venha a Libertadores, se ela também não vier, que no mínimo o time demonstre luta. Para a próxima temporada, aposta nos jovens jogadores como Marlos, Oscar, Wellington, Henrique, que já integram o elenco principal e tentar criar o "espírito" de Libertadores, que falta a essa equipe Tricampeã brasileira.
Força Tricolor! O Time da Fé nunca morre!

Coluna do Santos F.C.

Por: Gerson Pepe

Peixe sofre, mas consegue a vitória no finalzinho
Santos joga muito mal na Vila Belmiro, mas vence pernambucanos e sobe na tabela

Paulo Henrique Ganso marcou o gol da vitória aos 44 minutos do segundo tempo

Jogando um futebol horripilante, o Santos bateu o Sport pelo magro placar de 1 a 0 neste sábado, numa Vila Belmiro que se irritou com o time durante praticamente todos os 90 minutos de jogo. O resultado, porém, coloca novamente o time de Vagner Mancini próximo ao G4.

No primeiro tempo, o Santos tentou de forma bastante tímida, pressionar a equipe pernambucana. No entanto, somente aos 15 minutos o goleiro Magrão trabalhou, ao fazer ótima defesa em cobrança de falta de Fabão. Cinco minutos depois, em nova cobrança de falta, desta vez mal ensaiada com Madson, o zagueiro bateu com força, mas Magrão pegou com facilidade.

Depois disso o time santista se mostrou bastante nervoso no jogo e desorganizado, sem conseguir criar qualquer tipo de jogada. Aos 25 minutos o Sport conseguiu se aproveitar da morosidade santista e Douglas fez ótima defesa em finalização de Weldon, na marca do pênalti.

O Santos pouco criou. Quando o fez, Léo não acertou o cruzamento. E quando o lateral conseguiu acertar, Kleber Pereira, sem marcação, na entrada da pequena área, não conseguiu cabecear a bola. No final do primeiro tempo, o time de Vagner Mancini voltou a tentar pressionar, mas novamente errando muito, especialmente o último passe.

Por isso o time foi para o vestiário sem marcar, e vaiado pela torcida...

Na volta do segundo tempo o Santos já tinha Neymar no lugar de Robson, mas a mesma timidez na tentativa de pressionar o adversário não foi substituída. Mesmo com mais mobilidade, apenas aos 16 minutos o gol de Magrão foi ameaçado, com um lindo chute de Paulo Henrique Ganso. O bom goleiro pernambucano fez boa defesa.
Mais mobilidade, porém, não era sinônimo de objetividade, e completamente penso para a esquerda, o time santista seguia com a mesma dificuldade em criar jogadas de gols. As coisas poderiam facilitar quando Weldon foi expulso, mas ironicamente, logo após ter um a menos, o Sport criou a melhor chance do jogo, com Fabiano, aparecendo livre na frente de Douglas, que abafou bem o atacante que acabou batendo pra fora.

O desespero já tomava conta do time santista que com as entradas de Molina e Roni no lugar de Domingos e Léo, não tinha mais tática. Na verdade, mais parecia um time de várzea. Ao menos Mancini ousou desta vez... Agora, porém, a dificuldade era fazer com que a bola chegasse no ataque santista. A primeira vez que isso aconteceu de fato, aos 41 minutos, Kleber Pereira fez o pivô e Roni bateu de esquerda para a boa defesa de Magrão.

Com o péssimo futebol apresentado pelo Santos em toda partida, o gol teria de ser chorado e na base da pressão. Aos 44 Madson cobrou falta para a área, Neymar escorou para trás e Paulo Henrique Ganso, um dos que ao menos mostraram lampejos de lucidez durante o jogo marcou: 1 a 0.

Vencemos, mas fica difícil até de comemorar. O time está jogando muito mal já faz mais de mês e a paciência da torcida está acabando. Ou, já acabou...

domingo, 5 de julho de 2009

Coluna do Inter

Internacional X Corinthians
Nossa, faz um tempão que eu não posto aqui, né? O problema não foi o péssimo junho colorado, juro, foi a loucura de final de semestre. Mas enfim, vamos atualizar. O Inter enfrentou o Corinthians pela final da Copa do Brasil, na ultima quarta-feira, no Beira Rio. Vinha de uma maré horrorosa no Brasileiro e no primeiro jogo da Recopa, porém no final de semana que antecedeu a final, ganhou do Coritiba por 3x0, dando alguma esperança de reação para a final.
A torcida fez um espetáculo lindo, enchendo o estádio e enfentando-o com sinalizadores e muito, mas muito grito. O time, no entando, não correspondeu às expectativas do torcedor. Os primeiros minutos davam um vislumbre de possibilidade para o título, mas com o primeiro gol corinthiano marcado, o colorado perdeu completamente as estribeiras, ficando confuso em campo e sofrendo o segundo gol ainda no primeiro tempo.
Grande parte da torcida foi embora com o fim do primeiro tempo e, embora eu não me inclua nos que ficaram, parabenizo aqueles que permaneceram apoiando o time, pois puderam presenciar a reação, mesmo que tardia, do time colorado. Que empatou o jogo em quatro minutos e, com certeza poderia ter levado a vitória (vitória, muito pouco provável que levasse o título) se não fosse a confusão que aconteceu logo depois do segundo gol colorado. D'Ale cai na provocação de William, depois da sua expulsão, e acabará sendo julgado e podendo pegar de 120 a 540 dias de suspensão. Enfim, quarta-feira no Beira Rio o jogo acabou empatado em 2x2, com isso dando o título ao Corinthians.
Considerações:
O título foi merecido pelo que jogo no Pacaembu, onde a vantagem foi estabelecida de forma justa. Agora a atitude dos jogadores corinthianos, cera, provocação, foi realmente muito medíocre. Provavelmente não mudou muito no resultado final, mas enfeiou o clássico, com certeza. E aqui eu não defendo D'Alessandro, pois este errou e muito, no entanto, ele até que se controlou, pois não partiu pra cima do cara, então, acho que não é merecedor de uma grande punição.
Sobre o conjunto colorado, bem, o Inter tem um ótimo elenco, todos sabem, mas a temporada de Nilmar e Kléber na seleção prejudicou o ritmo de jogo, sim. E nota-se uma grande dificuldade do time em estabelecer sua posse de bola, foi o que aconteceu principalmente no primeiro tempo.
Mas eu acredito que a maior falha tenha sido técnica, porque o Tite errou sim, e muito ao mexer no time somente no segundo tempo.
Temos que focar no Brasileirão agora e em reverter o placar contra a LDU, porque, e mais uma vez eu repito isso: sabemos que podemos.
Saudações coloradas!
Por,
Raquel Saliba